Como as Temperaturas das Casas Afetam a Saúde Cognitiva dos Idosos
Um novo estudo destaca a ligação entre temperaturas interna nas casas e saúde cerebral em adultos mais velhos. Pesquisadores descobriram que idosos tinham menos problemas de atenção quando suas casas ficavam entre 20 a 24˚C( idealmente 22 graus). Quando as temperaturas ficavam 4˚C acima ou abaixo dessa faixa, as dificuldades de atenção dobravam, levantando preocupações sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde cognitiva.
O estudo, conduzido pelo Marcus Institute for Aging Research, acompanhou 47 adultos com 65 anos ou mais ao longo de um ano. Ele revelou que muitos idosos vivem em condições que podem prejudicar sua função cognitiva, especialmente aqueles com menos recursos para controlar as temperaturas de suas casas. O pesquisador-chefe Amir Baniassadi, Ph.D., enfatizou a necessidade de políticas que garantam que os idosos tenham acesso a ambientes domésticos confortáveis e seguros.
Essas descobertas se somam à crescente evidência de que a mudança climática afeta mais do que a saúde física — ela também impacta a função cerebral. Especialistas recomendam soluções como tecnologias de casas mais inteligentes, moradias com melhor eficiência energética e mais acesso a sistemas de resfriamento. À medida que as temperaturas aumentam globalmente, proteger os idosos de condições internas extremas é essencial para sua saúde geral.
FONTE: Medical Xpress, 13 de janeiro de 2025
A temperatura ideal para idosos viverem confortavelmente e manterem a saúde em boas condições varia entre 20°C e 24°C em ambientes internos. Essa faixa é considerada ideal porque:
1. Evita extremos de frio ou calor:
• Temperaturas abaixo de 20°C podem aumentar o risco de hipotermia, especialmente porque idosos têm menos gordura corporal e metabolismo mais lento, o que dificulta a regulação da temperatura.
• Temperaturas acima de 24°C podem levar a desidratação, insolação ou estresse térmico, que são perigosos para a saúde cardiovascular e respiratória.
2. Promove conforto e bem-estar:
Ambientes térmicos neutros reduzem o desgaste físico, especialmente em idosos com doenças crônicas, como problemas cardíacos, respiratórios ou metabólicos.
Outras recomendações para o ambiente ideal:
• Umidade do ar: Entre 40% e 60%, para evitar ressecamento das vias respiratórias e proliferação de fungos ou bactérias.
• Boa circulação de ar: Ventilação adequada para manter o ar fresco e oxigenado.
• Luz natural e conforto térmico: Aproveitar a luz do dia, mas evitar exposição direta ao calor excessivo ou correntes de ar frio.
Manter essa temperatura, junto com uma dieta balanceada, hidratação adequada e acompanhamento médico regular, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e a longevidade dos idosos.
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