FDA Proíbe Corante Vermelho n.º 3 Relacionado ao Câncer
A Food and Drug Administration (FDA) anunciou a proibição do Red No. 3, um corante sintético amplamente usado em doces, cereais e bebidas. Este aditivo, associado ao câncer em animais de laboratório e problemas comportamentais em crianças, será eliminado gradualmente até janeiro de 2027 para produtos alimentícios e janeiro de 2028 para medicamentos ingeridos. A decisão segue décadas de pesquisa e defesa de grupos como o Center for Science in the Public Interest (CSPI), que há muito tempo pede a remoção do corante do suprimento de alimentos.
As preocupações sobre o Vermelho No. 3 datam do início dos anos 1980, quando estudos revelaram seus efeitos cancerígenos em animais e seu potencial para contribuir para a hiperatividade em crianças. Embora o FDA tenha proibido o corante em cosméticos em 1990, ele permaneceu permitido em alimentos e medicamentos, gerando críticas de defensores da saúde. Grupos de consumidores têm consistentemente destacado a inconsistência de permitir um carcinógeno conhecido em produtos alimentícios enquanto restringe seu uso em produtos de beleza.
A decisão recente da FDA marca um passo significativo no tratamento das preocupações públicas sobre aditivos artificiais. Embora a remoção do Red No. 3 seja uma vitória para a segurança do consumidor, outros corantes sintéticos continuam em uso e sob escrutínio. Grupos de defesa esperam que essa proibição incentive mais ações regulatórias para garantir a segurança dos produtos alimentícios. A indústria alimentícia se comprometeu a cumprir as novas diretrizes, enfatizando um compromisso com a saúde e a segurança do consumidor.
FONTE: NBC News, 15 de janeiro de 2025
Quais alimentos e medicamentos contêm o Corante Vermelho nº 3?
Em 2023, a Califórnia tornou-se o primeiro estado dos EUA a proibir o Corante Vermelho nº 3 em alimentos (a lei entrará em vigor em 2027). Desde então, algumas empresas deixaram de usar o corante, disse Melanie Benesh, vice-presidente de assuntos governamentais do Environmental Working Group, uma das organizações que peticionaram a FDA.
Centenas de alimentos e medicamentos ainda contêm o Corante Vermelho nº 3, incluindo algumas marcas de:
Doces, como balas de milho, pirulitos, jujubas e colares de doces
“Carnes” veganas, como bacon e salsichas artificiais
Coberturas, especialmente glacês vermelhos ou cor-de-rosa
Salsichas e cachorros-quentes
Algodão-doce
Cereais
Biscoitos, bolos e cupcakes, incluindo alguns produtos de red velvet e bolos “funfetti”
Granulados coloridos
Leites, bebidas e shakes nutricionais com sabor de morango
Chicletes
Vitaminas gomosas
Misturas para purê de batatas
Certos medicamentos
O que fazer antes que a proibição entre em vigor?
Até lá, se estiver preocupado com o corante, você pode verificar a lista de ingredientes nos rótulos de alimentos e medicamentos. Também pode consultar o banco de dados de alimentos do Departamento de Agricultura dos EUA ou o banco de dados do Environmental Working Group.
Assim como acontece com muitos produtos químicos e aditivos aos quais estamos expostos, “não há como eliminar totalmente o risco”, disse Sathyanarayana.
— Vai haver momentos em que seu filho vai consumir o corante? — ela disse. — Sim, porque eles vão a festas de aniversário, celebram o Halloween. Mas é possível minimizar qualquer risco potencial, ela explicou, “se você limitar isso a ocasiões especiais, em vez de consumi-lo todos os dias”.
Situação do componente no Brasil
No Brasil o uso da eritrosina é permitido pela Anvisa. A substância pode ser encontrada em alimentos como granulados, balas, gelatinas, entre outros.
Em nota enviada ao portal g1, a agência informou que está ciente da decisão da FDA e que estudará as referências científicas da petição apresentada à autoridade americana para verificar a existência de justificativa para uma reavaliação.
Segundo o órgão, há estudos demonstrando a ocorrência de câncer em ratos machos expostos a “altos níveis do corante”, por um mecanismo hormonal específico encontrado nesses animais. No entanto, uma série de estudos realizados em humanos e outros animais não demonstraram tais efeitos.
Além disso, uma avaliação de segurança foi realizada pelo comitê de especialistas em aditivos alimentares da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 2018. O comitê concluiu que a exposição dietética não representava preocupação de saúde.
“As autorizações de uso de aditivos em alimentos e excipientes em medicamentos podem ser revistas a qualquer tempo, caso haja novas evidências que indiquem risco à saúde”, completou a Anvisa.
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