Perigos Ocultos nas Prateleiras de Mercados Para Comidas do Bebê
Um novo estudo mostra que cerca de 60% dos alimentos para bebês e crianças pequenas vendidos nas principais lojas dos EUA não atendem às diretrizes nutricionais internacionais. O estudo examinou 651 produtos e descobriu que muitos têm muito açúcar e sódio, mas não fornecem proteína suficiente. Quase todos esses produtos também usam marketing enganoso, com rótulos como “orgânico” e “não geneticamente modificado” fazendo com que pareçam mais saudáveis do que são. Os pesquisadores acreditam que esses fatores podem estar contribuindo para o crescente problema da obesidade infantil.
Muitos alimentos para bebês e crianças pequenas têm nomes enganosos, como salgadinhos e alimentos para comer com as mãos que parecem conter frutas ou vegetais, mas são feitos principalmente de farinha ou amidos. Esse marketing enganoso, combinado com baixo conteúdo nutricional, levanta preocupações sobre o impacto potencial na saúde das crianças. Os pesquisadores acreditam que essas descobertas devem levar os formuladores de políticas a melhorar os padrões nutricionais e as práticas de marketing para alimentos para bebês e crianças pequenas.
A obesidade infantil é um grande problema nos EUA, afetando agora uma em cada cinco crianças. Desde a década de 1970, as taxas de obesidade triplicaram, e especialistas acreditam que os altos níveis de açúcar e sódio em alimentos para bebês podem ser parte da causa. O estudo enfatiza a necessidade de regulamentações mais rigorosas e diretrizes mais claras para garantir que os alimentos para bebês apoiem o crescimento e o desenvolvimento saudáveis.
Fonte: Forbes, 21 de agosto de 2024
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